Porque os remédios naturais devem ser vistos com seriedade: discutindo nutracêuticos e ervas


Porque os “remédios naturais” devem ser vistos com seriedade: discutindo nutracêuticos e ervas

 


A vantagem do “ser natural”

 
Muita gente procura remédios naturais por eles "não terem efeitos colaterais", "não ter química", ou simplesmente por "ser mais barato".

É verdade que os remédios naturais, como ervas e nutracêuticos (alimentos com propriedades medicinais), possuem muito mais benefícios para o organismo que a maioria dos "remédios químicos". Atualmente, na China, a Medicina Chinesa (medicina milenar desenvolvida pelos ancestrais deles e que vem evoluindo até hoje) é estudada em universidades com seriedade e compromisso com a saúde pública e particular. Aqui no ocidente, até mesmo as ervas usadas pelos nossos ancestrais índios ainda não são levadas tão a sério quanto deveriam, provavelmente uma triste consequência da colonização, que é mantida pelo desinteresse e desinformação. Neste artigo, vamos desmistificar alguns conceitos populares sobre os remédios naturais, analisar a visão do senso comum, e enxergar a situação com um olhar mais acadêmico e científico.

Remédios naturais não tem efeitos colaterais?




O maior mito que pode ser ouvido da boca do povo é que ervas e outros tratamentos naturais não tem efeitos colaterais. Isso é falado, inclusive, por muitos terapeutas destas áreas.

Quando um terapeuta diz que remédios naturais não tem efeitos colaterais, ele está fazendo algo muito perigoso: dizendo para a pessoa que ela pode tomar o que quiser para testar "se vai dar certo" e dando segurança de que não haverá prejuízo algum se der errado.

Ora, vamos usar a lógica com um exemplo simples e bastante conhecido: o café.

O café é um tipo de chá feito a partir dos grãos triturados de uma planta em água fervente (modos de preparo à parte, já que há várias formas de se preparar o café). Logo, ele pode ser considerado um remédio natural certo?

Muita gente consome o café como se fosse "apenas uma bebida", mas todo mundo sabe que o café causa dependência, agitação, e em alguns casos, insônia. Por que nem todo mundo tem insônia quando bebe café à noite é um tema que vamos discutir mais abaixo. O que queremos mostrar aqui é uma coisa simples, que qualquer leigo em "medicinas naturais" pode entender facilmente usando de apenas lógica, remédios naturais tem sim efeitos colaterais!
Nem seria preciso dizer também que há ervas medicinais como a maconha e a papoula que causam muitos prejuízos, não só à saúde de quem usa, mas também à sociedade, tanto no meio familiar quanto fora dele. Mesmo plantas com grande utilidade, como o café e o guaraná, que são estimulantes muito usados por estudantes que precisam ficar acordados até tarde, tem seus efeitos negativos se usadas indiscriminadamente. Um exemplo que todo mundo conhece é uma frase popular que diz que "tudo em excesso faz mal", todos sabemos que até beber água demais faz mal. O mesmo para quem comer exageradamente qualquer alimento, até se ele tiver propriedades de gerar cura e bem estar. Por isso é muito perigoso afirmar que algo "não tem efeitos colaterais". Vamos falar mais para frente que isso também não é tão grave assim, as plantas podem e devem ser usadas, mas com mais consciência.


Remédios naturais não tem química?

Quem entende de química, imediatamente entenderá qual o problema dessa frase. Química é o estudo da constituição da matéria (do que ela é feita). Logo, a química está em tudo. Por isso, já no sentido das palavras, essa frase não tem fundamento.

Outro ponto importante a ser levado em conta, é que os "remédios químicos" muitas vezes são extraídos de ervas. Um ótimo exemplo é a papoula, usada na antiguidade pelos gregos e romanos em saladas e como remédio. Hoje ela é usada para produzir a morfina, um forte remédio para dor usado em hospitais ocidentais. O que poucos sabem é que a planta usada para fazer a morfina é tóxica, e pode causar dependência com o uso prolongado, tanto que foi usada para criar uma droga chamada Ópio, que foi causa de guerras na China.

Remédios naturais são mais baratos?



Pacotinhos de chá, com certeza são mais baratos que muitos remédios comprados nas farmácias, mas não quer dizer que os remédios naturais são tão econômicos. Nutracêuticos e algumas ervas difíceis de encontrar ou que devem ser consumidas em grande quantidade acabam saindo caro, principalmente se tiver que pagar pelo trabalho de encapsulamento feito por uma farmácia manipuladora. O que muita gente não sabe, é que as ervas manipuladas pelas farmácias passam por todo um processamento, para viabilizar o seu consumo e melhorar a sua absorção. Muitos remédios (como a semente de pêssego) são tóxicos se não houver um processamento adequado, outros não tem efeito terapêutico algum se não forem colhidos e processadas corretamente (como as folhas de guaco). Aí você chega numa loja de ervas, compra folhas de guaco desidratadas, faz o chá e não vê efeito nenhum. Acha que se não funcionou, tá tudo bem, e parte para a outra, mas aí você perde a chance de conhecer uma grande ferramenta que poderia te salvar em momentos de dificuldade, simplesmente porque não sabia como usar a erva.

Outro ponto que deve ser lembrado, é a qualidade dos produtos. Muitas lojas de ervas não sabem nem sequer o nome científico da planta que estão vendendo. Nós biólogos podemos garantir que o nome popular não é o suficiente para saber que a planta que você está procurando é a mesma que você encontrou só porque o nome é o mesmo. Logo, comprar uma planta para te ajudar em um determinado problema, ficar usando um tempo, e não ter resultado nenhum, ou ter um resultado diferente do desejado, acaba saindo caro. A mesma coisa para os pacotinhos de chá comprados em supermercados. Embora possam ser usados em emergências, caso você não tenha a planta em casa, eles não são o recurso ideal para um tratamento, tanto pela quantidade, quanto pela qualidade do que vem nele, nestes produtos há ingredientes que acrescentados que nada tem de terapêuticos, como conservantes, adoçantes e corantes, deixando de ser um "produto natural" e passando a ser um "produto industrializado".
 
E lembrando das cápsulas, também há cápsulas que são vendidas prontas, sem o preparo em uma farmácia. Nossa lei isenta a fiscalização de produtos fitoterápicos, deixando com o consumidor a escolha da qualidade dos produtos consumidos. Isso, de todo, não é ruim, porém quem vende, e quem compra, na maioria das vezes (para não dizer todas) não tem a menor orientação para escolher a qualidade dos produtos. Digo isso porque até eu, antes de me formar em fitoterapia, não tinha ideia que muitos produtos vendidos no mercado não tem o processamento adequado, inclusive, muitos vêm com indicações terapêuticas nas embalagens, como se qualquer pessoa pudesse pegar e tomar, sem avaliar primeiro se aquilo fará bem a ela.

Uma vez fui à um evento onde uma farmacêutica que trabalha com ervas medicinais me introduziu um novo termo: "extrato seco". Podemos ver isso escrito em algumas embalagens, mas isso nada significa se não fomos instruídos a reconhecer um sentido neste termo, tanto que podemos até substituir um produto com esta especificação por outro, sem saber que isso pode significar um medidor de qualidade. O termo "extrato seco" se refere à um fitoterápico que foi cozido, coado e teve este líquido desidratado, sobrando apenas um pó, que foi encapsulado para ser usado como remédio. Porém, muitas cápsulas prontas, que não passaram por uma farmácia especializada, vendem a planta crua em pó, não tendo passado por nenhum processamento. Isso não quer dizer que a planta em pó não funcione, mas o efeito pode ser tão lento, que nem vale a pena consumir, pois teria que ser em doses altíssimas, e com um ótimo balanceamento para não causar problemas, fora que algumas plantas só funcionam com um processamento específico para elas.

Assim, podemos ver que o consumo inadequado de produtos naturais acaba saindo caro. Não só para o comprador, que gasta, não vê resultado, e passa a achar que aquilo não funciona, mas também para o vendedor, que perde um cliente que teria voltado feliz para buscar a sua próxima receita de ervas que o faria super bem. O mesmo para os suplementos alimentares e nutracêuticos, muitas vezes a pessoa compra para uma coisa, sendo que o ideal era usar em outra ocasião (o Goji Berry, ou Gou Qi Zi, usado no ocidente para emagrecer não tem esse efeito na Medicina Chinesa, apesar de ser muito bom para outros casos). Isso é um lado da moeda: sair caro por causa da ignorância. Mas tem o outro lado que é mais positivo: as farmácias manipuladoras oferecem serviços de encapsulamento em que elas preparam as ervas colocando até mesmo substâncias que ajudam na absorção. O trabalho dessas farmácias tem um preço salgado, mas é um caro que acaba saindo barato, pois com uma receita bem feita, e tomando corretamente, as cápsulas não só têm um efeito super eficiente, como também economizam o tempo que a pessoa levaria fazendo um processamento caseiro correto, por exemplo, preparando um xarope. Isso não quer dizer que não se deve processar as ervas em casa, muito pelo contrário, as bebidas produzidas à base de ervas, tem uma velocidade muito grande de absorção, e fazem efeito muito rapidamente, é apenas um processo trabalhoso, que gasta tempo, gás, e uma quantidade muito grande de ervas.


Qual a real vantagem dos remédios naturais



Diferente dos medicamentos alopáticos (que trabalham causando um efeito contrário ao da doença), os remédios naturais tem condição de irem na origem do problema, ao invés de tratar só os sintomas. Infelizmente, a visão ocidental limita até mesmo a mente dos médicos e terapeutas que trabalham nesta área. É da nossa cultura lutar contra a doença, e não a favor da saúde. Isso quer dizer, que um terapeuta com pensamento alopata vai dar um remédio natural com o mesmo campo de ação que o remédio não natural ao tratar de um mesmo problema. Logo, se mal administrados, as ervas e nutracêuticos vão ser só mais um recurso alopático, como a morfina, que faz a pessoa parar de sentir a dor, mas não retira o fator que está a causando.
Um exemplo bem ridículo, mas que dá para entender bem: é como se a pessoa tivesse um caco de vidro entrando na pele, mas ao invés de tirar e fazer um curativo, toma um remédio para parar de sentir a dor. Sabe o que isso quer dizer? Que cada vez que essa pessoa pisar num caco de vidro, ele vai continuar lá. Ela vai parar de se incomodar com ele, por causa do analgésico, mas ele vai estar lá, cortando e aprofundando na pele. Uma hora vão ter tantos cacos na pele que nenhum analgésico vai convencer o corpo da pessoa a não sentir dor.

É só um exemplo, mas serve para ilustrar. É por isso que muitos desses remédios param de funcionar com o tempo. O corpo continua doente, continua caminhando para um agravamento da doença, e a alopatia vai lá e trata o sintoma. Muitas vezes chega a tratar de uma forma tão eficiente, que a pessoa nunca mais volta a ter o problema, mas aquilo que o causou ainda pode estar presente, e causando estragos de outra maneira. Por exemplo, o estresse faz cair cabelo, deixa a pessoa de mau humor, e atinge os rins. Se a pessoa com estresse faz implante de cabelo e passa a usar tranquilizantes frequentemente, ela provavelmente parecerá curada, mas enquanto isso o cortisol (hormônio produzido pelas glândulas dos rins, que protege do estresse) continuará aumentando, e uma hora não aguentará mais. Um bom tratamento com remédios naturais iria na causa desse estresse. Provavelmente devolvendo a força para o indivíduo lidar com as situações estressantes do dia a dia, além é claro, de fazer um trabalho alopático, que é um tratamento paliativo paralelo, para acalmar os sintomas enquanto o problema não for curado.

Com isso, podemos ver que a alopatia também é importante, mas somente ela não resolve (mesmo a alopatia natural, como o uso de ervas tranquilizantes como mulungu e a melissa). Tratamentos naturais bem pensados, tem a condição de melhorar a saúde do paciente com qualidade regenerativa. Obviamente não é em todo caso que haverá sucesso, mas as chances de curar de forma mais permanente atacando a causa é muito maior que apenas acalmando os sintomas. 

Quer ver outro exemplo de tratamento que pela lógica não dá certo? A pessoa que quer emagrecer tomando remédio, mas só come "porcarias". Ou a pessoa que utiliza de vários suplementos alimentares, mas o organismo dela não tem força para absorver (sim, isso existe, e é mais comum do que você imagina). Por isso, os tratamentos com remédios naturais tem toda condição de dar ótimos resultados, contanto que o terapeuta seja consciente dessas peculiaridades do estilo de vida do paciente e de seu organismo. 


Qual o perigo de se consumir um remédio natural sem receita



Efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais do uso indiscriminado de remédios naturais podem ser dos mais variados tipos. Desde uma diarreia ou prisão de ventre (mais comum), ao ressecamento ou inchaço, e até problemas como gastrite, acne, dores, etc.
De que dependem os efeitos colaterais:
  • Do que a pessoa está tomando;
  • Há quanto tempo ela está tomando;
  • O quanto esta substância é ou não compatível com o organismo da pessoa;
  • Se não há equilíbrio na fórmula;
  • Se não houve prescrição feita por profissional especializado;
  • Ou se a prescrição não foi bem feita.
De todos esses fatores é comum que estejam presentes... todos. É... Infelizmente a falta de consciência da população e até mesmo de muitos profissionais ocidentais, tem causado até prejuízos a quem faz uso destas substâncias naturais.
Felizmente, podemos dizer que não são todos os profissionais, e que há sim gente bem informada e estudada ajudando pessoas por toda parte. Elas só não são tão conhecidas, talvez por essa nossa mania de tentar fazer "do jeito fácil" e acabar desvalorizando o trabalho de alguém estudado e as próprias substâncias, mesmo sem saber usar. Outro problema é o usar e não dar resultado. Vamos ver abaixo: 


Quando parece que o remédio não funciona

Muitas vezes as pessoas tomam um remédio que é bom para isso e aquilo, mas o remédio "não funciona". O que aconteceu afinal? Vamos ver os principais motivos para isto acontecer: 

Não é para você ou o seu organismo não está pronto:

Cada organismo tem o seu jeito de ser, de funcionar. Existe sim um padrão, que é a fisiologia básica, mas todos nós nos desviamos deste padrão de alguma forma, seja geneticamente, seja patologicamente. Por exemplo, é comum enxergarmos todas as cores que o olho humano consegue captar e sabermos diferenciá-las. Algumas pessoas nascem com dificuldade em distinguir algumas cores (daltonismo), isso é genético. Outro exemplo é: o esôfago tem contraturas musculares chamadas de peristaltismo. O peristaltismo do esôfago faz tudo o que cai nele descer ao estômago, mas algumas pessoas, por motivos patológicos (exemplo, viroses ou gastrite) tem o conteúdo do estômago regurgitado para cima pelo esôfago (azia, refluxo).

Estas peculiaridades demonstram as diferenças de um organismo para o outro, e essas características devem ser levadas em conta ao se prescrever uma indicação terapêutica, ou até mesmo alimentar para uma pessoa. Alimentos que fermentam rapidamente (como massas) tem uma chance maior de causar azia em pessoas com gastrite, mas não será o mesmo com todas as pessoas, pois depende de um número imenso de fatores. Açúcar por exemplo, é contraindicado para pessoas com diabetes e câncer, enquanto que verduras com alto teor de vitamina K1 são contraindicadas em pessoas com trombose.
Se determinado remédio natural ou até alimento não é para você, ele vai te fazer mal sim! Mas também há uma outra forma de ver as coisas, às vezes ele é para você, mas faz mal, acontece que o seu organismo pode não estar preparado para receber a substância. É o caso da pessoa que precisa de um tratamento pesado com consumo de grande quantidade de substâncias, mas o sangue está sujo. Qualquer coisa que for colocada lá pode cansar ainda mais o organismo, que não deu conta ainda de limpar o sangue, causando erupções na pele e odor forte nas fezes, por exemplo. Nesse caso a pessoa precisaria fazer uso prolongado de Detox, para limpar o sangue, para depois começar de fato o tratamento. Outro exemplo é a pessoa que precisa adquirir massa magra, mas o organismo da pessoa está tão fraco que não transforma o que ela come em músculo. De que adianta encher a pessoa de proteínas? Isso não desgastaria ainda mais o seu organismo? Então esse organismo deve ser fortalecido primeiro, para depois receber a nutrição que precisa.

Toda fórmula deve ser montada tendo em vista o organismo que irá recebê-la.

Não é a parte certa da planta

Pode parecer óbvio, mas você sabe que o fruto da amora tem mais açúcar que as folhas né? Muita gente ainda não parou para pensar no quanto isso significa. As folhas de amora são um ótimo remédio para o fígado, enquanto que os frutos são nutrição de qualidade para ser levada pelo sangue para todo o corpo. Aí você pega uma cápsula de fitoterápico e está escrito "Amora", e só! Como você vai saber o que está tomando? O caule da éfedra promove a sudorese, e a raiz controla sudorese excessiva, como você consome éfedra se não souber que parte e que ação você quer dela? Cada parte da planta tem propriedades diferentes, e deve ser consumida com consciência de qual objetivo quer ser alcançado e se essa parte da planta tem realmente ação no objetivo em questão.

Processamento inadequado

Como foi dito anteriormente, cada planta precisa de um processamento para servir de remédio. Não adianta você catar uma folha na rua, colocar na água quente e pensar que aquilo vai resolver o problema. Algumas ervas requerem tempos prolongados de cozimento para liberarem as substâncias medicinais na água, outras não podem ferver, pois seus princípios ativos são muito voláteis. Alguns óleos como o azeite de oliva, não podem ser aquecidos, e perdem as propriedades até se forem expostos à luz! Por isso devem ser produzidos e conservados de maneira especial para manter as propriedades boas para a saúde.


Desmistificando os remédios naturais



Essa erva é boa para quê?



Quem já estudou farmacologia sabe que nenhuma substância faz milagre. Toda e qualquer substância que você colocar no seu organismo vai ter apenas duas opções de ação: tonificar ou inibir. Sendo que essas ações vão agir ou em uma função do seu organismo ou em um patógeno. Por exemplo, uma vacina vai estimular o seu sistema imunológico à combater determinado patógeno (tonificar), e um antibiótico pode agir, por exemplo, inibindo a produção de uma bactéria, deixando o trabalho de limpeza com o sistema imune ou destruindo a membrana celular destes organismos para que eles sejam eliminados (inibir). Da mesma forma agem todos os tratamentos naturais (até a acupuntura). Não existe mágica que cure doença alguma, é um estudo sério em cima da fisiologia do corpo humano e a interação de substâncias com ele. Quem já separou pimentas sem luvas sabe que depois de um tempo as mãos ficam vermelhas e ardidas. A pimenta não vai fazer isso sozinha. Ela estimula a circulação sanguínea na região, o que causa vermelhidão e aumento da temperatura na região, como uma inflamação mesmo. É um processo fisiológico natural provocado por uma substância alimentícia. Tive a experiência de ter visto o meu pai passar por isso e ajudá-lo com ervas de efeito contrário. Fiz um coquetel forte de ervas que acalmam e refrescam o sangue, esfriei, e pedi para ele deixar as mãos mergulhadas lá. Logo começou a ter uma melhora. Depois pedi para que passasse óleo de coco nas mãos, que é refrescante e tem ação anti-inflamatória (é inclusive, usado como protetor solar pelos indígenas de Porto Seguro). O resultado foi muito bom.

Nenhuma erva é boa para determinada doença, e sim para determinada situação. Há doenças com fases diferentes, que se deve usar tratamentos diferentes (como a síndrome bipolar, se dá um tranquilizante na fase agressiva e um estimulante na depressiva, ao mesmo tempo que trata a causa paralelamente). Da mesma forma, o tratamento que cura uma doença em uma pessoa, pode não servir para outra. Por exemplo, algumas pessoas tem refluxo por fraqueza digestiva (comem e a comida não desce), para essas é necessário fortalecer o organismo, outras tem o organismo forte, mas tem refluxo ácido, essas outras, às vezes só precisam melhorar a qualidade da dieta e o problema é resolvido.

Não existe  remédio para essa e aquela doença! As medicinas naturais tratam o paciente melhorando a sua saúde, dependendo da cronicidade da doença e da especificidade do tratamento, o corpo saudável não estará mais nas condições de abrigar a doença.


Como deve ser feito um tratamento com remédios naturais




Sopas, xaropes e outros preparados de substâncias naturais são usadas pelos nossos antepassados à tempos, por isso é muito comum que procuremos neles soluções rápidas, baratas e eficientes. De fato, esta é a forma como os remédios foram descobertos, e ainda são usados assim pela população em geral com bons resultados, são os chamados remédios de avó. Isso não quer dizer também que comprar uma erva ou alimento que tem muitos textos falando bem deles na internet ou que seus avós usavam, e usar também, vai resolver o seu problema. É extremamente importante que estas substâncias sejam usadas com consciência. O sal é um ótimo remédio para desidratação, mas o sal refinado aumenta a pressão e não tem a riqueza de minerais que os outros sais tem. O Sal Rosa do Himalaia e a Flor de Sal por exemplo, têm ótimas propriedades de hidratação, além de serem ricos em magnésio, iodo e vários outros minerais importantíssimos, além disso, eles não aumentam a pressão.

É importantíssimo que o consumidor saiba exatamente o que está consumindo e, de preferência, tenha um acompanhamento profissional para uma maior precisão e eficácia no tratamento.
 

Desta forma, vemos que os remédios naturais devem ser levados à sério desde sua produção pela indústria até o consumo. Como não há regularização impedindo a venda sem receita, o consumidor que consumir sem orientação deve se informar ao máximo e buscar observar os efeitos do que consome para a sua própria segurança. Pesquisar em diferentes fontes, em locais confiáveis como pesquisas científicas de universidades, livros, textos ou outras fontes de informação que sigam a lógica de acordo com os acontecimentos observados. E, é claro, aqueles que tiverem a condição de se orientarem com um profissional estudado no assunto, a recomendação primordial é que todos tenham esse contato com alguém que possa dar informações confiáveis e adequadas a cada caso.


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